BAMBOLEIO
Charles Fonseca
Só tenho tempo pro amor
Não tenho tempo pro ódio
Tiquetaqueia o relógio
Cambaleia a minha dor
Nestes meus versos contidos
Fica forte o meu ego
Abraços, beijos mais quero,
Os tenho de meus amigos.
Bamboleiam de roldão
Ofensas, coices na alma,
Estou além, gozo calma,
Amo, meu nome é paixão.
domingo, 4 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
ROSAS VERMELHAS
Charles Fonseca
Tu que de mim te arrancas,
Meu peito já tão dorido,
Onde o primeiro sentido
Do teu amor, onde o lanças?
Não quero dar-te as brancas
Rosas que acaso a ti cubras
Ainda quero as rubras
Dar-te eu sempre, criança.
As brancas transmitem paz
Amarelas desalentos,
Roxas azuis, só lamentos,
Rubras, o amor que em mim jaz.
Charles Fonseca
Tu que de mim te arrancas,
Meu peito já tão dorido,
Onde o primeiro sentido
Do teu amor, onde o lanças?
Não quero dar-te as brancas
Rosas que acaso a ti cubras
Ainda quero as rubras
Dar-te eu sempre, criança.
As brancas transmitem paz
Amarelas desalentos,
Roxas azuis, só lamentos,
Rubras, o amor que em mim jaz.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
VIRA-LATA
Charles Fonseca
Não deixes ao abandono
Teu cãozinho vira-lata
De amor também se mata
Coitadinho, cão sem dono!
Cuida bem do teu cãozinho
Cachorrinho de balaio
Do amor ele é lacaio
Oh que dor sem teu carinho!
Tu já foste filhotinho
Hoje és cãozinho de porte.
Com amor, cãozinho forte,
Sem amor, cão coitadinho!
Charles Fonseca
Não deixes ao abandono
Teu cãozinho vira-lata
De amor também se mata
Coitadinho, cão sem dono!
Cuida bem do teu cãozinho
Cachorrinho de balaio
Do amor ele é lacaio
Oh que dor sem teu carinho!
Tu já foste filhotinho
Hoje és cãozinho de porte.
Com amor, cãozinho forte,
Sem amor, cão coitadinho!
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
EMBORA
Charles Fonseca.
Agora dá-me tua mão
Chega atroz o cansaço
De tanto esperar abraço,
Por ora desejo vão .
Agora fraco dos passos
A alma em agonia
Meu corpo por ar ansia,
Por ora dá-me um abraço.
Agora dou-te meu beijo
Aquele que sempre foi teu
Do amor que nunca morreu,
Por ora em dor, arquejo.
Dá-me um abraço agora
A ceifadeira espia
Minha alma ao céu aspira
Já vou meu amor, embora.
Charles Fonseca.
Agora dá-me tua mão
Chega atroz o cansaço
De tanto esperar abraço,
Por ora desejo vão .
Agora fraco dos passos
A alma em agonia
Meu corpo por ar ansia,
Por ora dá-me um abraço.
Agora dou-te meu beijo
Aquele que sempre foi teu
Do amor que nunca morreu,
Por ora em dor, arquejo.
Dá-me um abraço agora
A ceifadeira espia
Minha alma ao céu aspira
Já vou meu amor, embora.
ALFAZEMA
Charles Fonseca
Um cheiro de alfazema
pós banho na tenra idade
te ninar só tua vontade
depois berço cantilena
tu dormias eu sonhava
acordavas eu sorria
se choravas correria
choro agora ante nada
pois que és pra mim herdade
o meu filho tu criança
eu idoso em esperança
em ti, neto, que saudade!
Charles Fonseca
Um cheiro de alfazema
pós banho na tenra idade
te ninar só tua vontade
depois berço cantilena
tu dormias eu sonhava
acordavas eu sorria
se choravas correria
choro agora ante nada
pois que és pra mim herdade
o meu filho tu criança
eu idoso em esperança
em ti, neto, que saudade!
domingo, 19 de fevereiro de 2012
PETITÓRIO
Charles Fonseca
Oh, céus, quantas as mágoas
trazidas do meu passado
cicatrizes mal pensadas
pós moinho inda são águas
no meu oceano de amores
são tantas as correntezas
em torvelinho que presas
ás virações, que são dores
em busca de um remanso
de parada em promontório,
a vós, peço em petitório,
dá-me a paz por descanso
a esta vida que é nau
singra mar em busca cais
quer só amar quer só paz,
dá-me o descanso do mau.
Charles Fonseca
Oh, céus, quantas as mágoas
trazidas do meu passado
cicatrizes mal pensadas
pós moinho inda são águas
no meu oceano de amores
são tantas as correntezas
em torvelinho que presas
ás virações, que são dores
em busca de um remanso
de parada em promontório,
a vós, peço em petitório,
dá-me a paz por descanso
a esta vida que é nau
singra mar em busca cais
quer só amar quer só paz,
dá-me o descanso do mau.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
RIO ACIMA
Charles Fonseca
Vai rio acima meu verso ligeiro
Nas margens ribeiras da ilusão
E diz pra ela que não desça não
Por essas vãs águas das cachoeiras.
Diz para a flor da verde campina
Que já não desça rio abaixo não
Não fique à margem desilusão
Da ribanceira, no rio acima.
Que no rio abaixo desce somente
Flores cadentes do que já se foi
Que novo sonho rebrote, pois,
Do rio à margem flor, fruto, semente.
Charles Fonseca
Vai rio acima meu verso ligeiro
Nas margens ribeiras da ilusão
E diz pra ela que não desça não
Por essas vãs águas das cachoeiras.
Diz para a flor da verde campina
Que já não desça rio abaixo não
Não fique à margem desilusão
Da ribanceira, no rio acima.
Que no rio abaixo desce somente
Flores cadentes do que já se foi
Que novo sonho rebrote, pois,
Do rio à margem flor, fruto, semente.
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