quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

CARNAVAL
Charles Fonseca

Quanto mais mudo mais nego
Quanto mais cego mais vejo
Quanto mais longe estreito
Meu corpo ao teu me entrego

À fantasia, arlequim,
À colombina, confete,
Que nestes versos inscreve
Dois num carnaval sem fim.

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